Resenha: O Processo (Franz Kafka)

Há dois autores que, a meu ver, devem ser lidos, digeridos e constantemente regurgitados – Franz Kafha e Thomas Hardy. Explicá-lo-ei: Porque NENHUM outro autor em língua alguma foi capaz de descer tão profunda e cinicamente nos assombros da vivência humana a fim de enunciar a maior obviedade da vida. E essa obviedade só salta à vista após uma leitura cuidadosa de O Processo, A Metamorfose (Kafka), Judas, o Obscuro e Tess dos Urbervilles(Hardy).  A. Vida. Nunca. É. Fácil. Não importa o quanto se lute, quanto se atenha às regras, quanto se praticque a virtude como forma redenção, as boas ações jamais resultam em benefício suficiente para a Salvação, visto que muitas amarras são indissolúveis. Não busque seu processo pelos labirintos da subJustiça, Josef K., você jamais entenderá o porquê de sua execução.

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