Anything but Perfect

In my family life, as well as in my labour life, as well as in my personal/dating life, I have been given the challenge of living and sharing physical space with people EXTREMELY difficult on a daily basis. People who cannot cope with an open “NO”. People who cannot recognise any responsability over their free will within themselves. People who cannot give, but think this not abosutelly makes them unworthy of receiving. People with absolute lack of empathy. The list is endless.

One could ask, why would an apparently healthy minded girl as me would stay in such a Hotel California?

a) She´s not as healthy minded as we thought, a rotten apple does not fall too far from its apple tree…

b) She could not find a way to break free;

c) She simply hadn´t much choice.

Hell yeah, the three are correct.

As I was younger, I couldn´t get away, but as I grew older I felt I wouldn´t go far. Because it was here, withing myself. No matter where I went, it would always stay inside me and I would never let it go. Now I know these things can happen to anyone…The world is dirty, the humankind is mean. Still, we cannot find desperation in failure, but a releive of being able to cope and overcome.

One of the lines I truely appreciate in the Best Selling Fifty Shades of Grey (besides the ultimate negociation  “Christian, if I sign this ontract, you will make love to me?”  “No, Anastasia. I don´t make love. I f*ck. And hard”), besides all the sex crap and unbearable dialogues of the 5 years old minded central couple is: Anastasia “Why don´t you get along with your family?” Christian “It´s hard to grow up in a perfect family when you´re not perfect”.

Well, Good News, Master Grey! First, there is no “perfect” person. You, above all, should know this already, dah (please don´t hit me too hard). That is one of the points that makes this novel unsufferabble. These supportive characters are simply “ridics” stereotypes. They´re good, kind, protective and…any of them commit one single mistake or has one single mischevious act during almost 1800 pages of an incredibly obvious plot. Typical.

Further: there is no problem at all in being mean in a perfect family (just ask Dexter, from the Showtime channel). You just learn to fit in and, in any case, you can always pretend and play nice. Now would you try to be NORMAL in some f#cking freak family?! Try to get into the square of an ordinary girl when you have the most greed, infectuous, vengeful, 5 years old minded people as your relatives?

Hell yeah, dear Christian. Let´s suffer together. Or, in your case, let them suffer as you come. And me, let them suffer as I go.

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Talentos das Letras

A Queixa de um Amante
                                                      (Tiago Aires)

Conto com a morte num dia próximo
Pois breve é todo o tempo quando nos temos
Todo o espaço torre mastro nos prende

A minha morte será uma árvore
Será uma sombra mais no teu rosto
Quando ao verão entregares o teu corpoConto com ela como com a chuva de hoje
Com a viragem das folhas em dança
Com o perfume das flores no seu canteiroConto com a morte num dia breve
Mais curto que o tempo que valemos
O momento de guardar a mão na tua mãoQue a primavera me devolva sempre a ti
Já não inteiramente triste de deixar de ser
Vividas que foram assim todas as horas.
Há Momentos

                                       ( Clarice Lispector )

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

chuva

Medo

Ontem à noite, voltando de uma noite esplendorosa com minhas novas amigas, peguei o último trem, o último ônibus e ‘ bora pra casa à 1:00 da manhã. Descendo a av. Joaquim Nabuco rumo à minha casa, considerando o desvio que tenho de fazer pois o supermercado já havia fechado, deparei-me com uma massa volumosa que primeiramente supus ser um cão abandonado embalado em uma mescla de jornais velhos, cobertores pútridos e papelão atrás de uma banca de jornal. Tratava-se de um ser humano dormindo na rua, absolutamente encolhido não pelo frio (fazia uns 30 graus)  mas pelo medo, desconforto, talvez também o efeito de algum “aditivo”, enfim, é de cortar o coração.

Desde bem pequena, nada me apavora tanto quanto um morador de rua. Não, eu não tenho medo de ser atacada por um sem-teto. Desço a Joaquim Nabuco, cruzo a Santo Amaro e a Vicente Rao sozinha, altas horas, em um pique só (e boas noções de body combat para qualquer eventualidade). Não permito a nada/ninguém tolher meu direito de ir e vir.  Eu tenho sim um medo visceral de vir algum dia a ser uma moradora de rua. Essa é uma das razões pelas quais, independente do vencimento e dos passivos,  jamais me permiti gastar a totalidade do meu salário. Poucas coisas me apavoram tanto quanto a visão de um ser humano dormindo no chão, desassistido, sem perspectiva de obter uma refeição, sem condições de exercer uma higiene mínima, desprezado pelas autoridades, invisível aos olhos de muita, muita, muita gente, alvo de indiferença e brutalidade. Aliás, a cena mais forte de American Psycho para mim foi quando a personagem interpretada pelo Christian Bale assassina um morador de rua e seu cão. Também senti um impacto terrível no desfecho do conto de Julio Cortázar “Lejana”  (  http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/esp/cortazar/lejana.htm ).

Sempre tive pavor de perder qualquer emprego, por mais patético e desgastante que fosse. Quando um amigo me conta que ficou desempregado ou sei que uma amiga exerce uma atividade artística belíssima porém não remunerada, saio de minha zona de conforto de tal forma que chego a perder o sono. Por favor, não precisam me chamar de dramática/exagerada/louca/obsessiva-compulsiva/control freak/Christian Grey versão feminina e latinoamericana pois, como eu disse mais acima, é um medo visceral e, como tal, irracional e projetado em diversas situações.

Esse medo também alimenta minhas ambições profissionais,  a obsessão por conforto e certos itens domésticos atípicos. Quem já foi à minha casa sabe que mal se enxerga o chão abaixo tantas camadas de tapetes, o colchão sob os edredons percal 180 fios e as miniaturas de casas da Barbie, Polly e dos bonequinhos da Disney e do Harry Potter (que tesouro…!). Tenho milhares de exemplares de Casas Vogue, Casa & Jardim, Máxima Interiores,  Country Homes e outras.  Amo viajar e sempre busco hotéis com ar mais caseiro, de preferência com poucos andares.  Quando viajo, tenho mais receio de sair à noite, desorientar-me e não conseguir voltar ao hotel do que ânsia de não perder um segundo destinado a conhecer melhor o local.

That´s all, folks. Welcome to my world. Medos viscerais, é o que há. E os de vocês, quais são?

Sonhos

“Don’t cry because it’s over, smile because it happened.”
Dr. Seuss

Bom dia a todos! Queridos amigos/leitores,…

… O que é um sonho?

a) Um doce de padaria (muito bom, por sinal);

b) Uma manifestação do inconsciente em forma de projeção de realidade durante o estágio REM do sono;

c) Uma aspiração pessoal;

d) Um delírio;

e) Todas as anteriores.

Não sei vocês, mas marquei a alternativa “e“.  Como já provei todas as alternativas, algumas mais de uma vez, passo a discorrer sobre o assunto com alguma propriedade, em suas diferentes acepções.

Item a) O melhor é, sem dúvida,  o da Galeria dos Pães, na Av Estados Unidos.

Item b) Nossa, como eu sonho. Quase toda noite.  E o pior é que lembro depois! E o “mais pior de ruim” ainda é que muitas das coisas que eu sonho, posteriormente, acontecem! Exemplos: Uma noite sonhei que estava em uma estrada incrivelmente reta para uma praia lindíssima (rota 65 de Santiago del Chile para Viña del Mar, que eu iria conhecer cerca de 4 anos depois, idêntica). Há uns dois meses sonhei que jantaria ao cair da noite em um restaurante grego com pessoas elegantes e intelectualmente estimulantes (ontem, happy hour no Athenas). Uns quatro meses antes de começar em meu trabalho anterior, sonhei com uma configuração que aliava pessoas articuladamente manipuladoras, um local remotamente inacessível e um superior abstrato que mudava as diretrizes de planejamento a cada cinco minutos (ring a bell?). Agora só faltam os sonhos de ir de Lisboa a Paris em um ônibus (!!!) e o Tom Cruise me pegar nadando pelada na piscina dele em Hollywood, mas se deixar seduzir pelo meu ar de insanidade e inocência à la Brigitte Bardot e não me entregar à Polícia.

Item c) Com a graça de Yavé, já estou com grande parte das realizações encaminhadas. Concluí o Mestrado, tenho um bom emprego, uma casa, família, plano de saúde, amigos inteligentes e afetuosos. Mas sempre falta um itenzinho a ser riscado da lista. Moscow, Sankt Petersburg e Yekaterinburg, p. ex. Ou uma super bliblioteca com a coleção completa das obras do canôn inglês do sec XIX (não aquele meio andar que meu avô generosamente arquitetou para mim, dividindo a altura do teto do meu atual quarto pela metade e cortando parte do meu suprimento de ar durante a noite, assegurando-se portanto de que continuaria a me asfixiar mesmo após a morte). Ou as séries da BBC desde Clarisse Harlowe até Pride and Prejudice, passando por Emma e Wuthering Heights.

Item d) Uma vez que o encontro com Morten Harket passou do item “b” para o item “c” recentemente, meu novo objeto de delírio é Jonathan Rhys Meyers. Em meus sonhos, divido toda a minha ânsia passional com um personagem que é uma mescla do rei Henrique VIII com o Louis de August Rush e, como tempero, tem alguns transtornos do próprio Jonathan. Essa paixão começou não com a interpretação impecável da série Os Tudors, ou com a não menos perfeita atuação no filme de 2007 com Keri Russel, de quem também sou fã. Não. Gente, o que sinto por ele é delírio, portanto, não pode (nem deve) fazer sentido. Quem, em sã consciência, optaria por ter um relacionamento com figuras como Amy Winehouse, Lindsay Lohan, Charlie Sheen ou Jonathan Rhys Meyers? No way, babe. Mas esses indivíduos estão no top list de desejos de muita gente. O que nos atrai neles é precisamente o que dificultaria qualquer relacionamento: Jonathan, como os demais, é um bad boy. Foi expulso da escola aos 16 anos. É assumidamente alcoólatra, em constante rehab. Foi visto saindo de uma loja de bebidas com várias garrafas no dia da morte da mãe. Está proibido de frequentar o aeroporto Charles de Gaulle. Não pode mais comprar passagens aéreas pela British Airlines. Após uma briga fenomenal, a ex namorada o expulsou de casa. Foi acusado de agredir verbal e fisicamente uma aeromoça. É um praticamente um troglodita, portanto; mas os brutos também amam. E as mocinhas certinhas, geeks e CDFs amam os bad boys rebeldes expulsos da escola.

Bem, com essa imagem encerro minha contribuição nesta dissertação sobre sonhos. E vocês, que me contam a respeito de qualquer item citado?