Prosa em poema (porque todo o mundo sabe que eu sou demasiado Realista para escrever poesia, muito menos Romântica)

Perdão, amor.

Sei que não agi bem com você.

E o pior de tudo

é que já não sei mais o porquê.

Queria que nosso sentimento

fosse simples e natural,

como meu gato. (Sim, meu gato)

Ele vem a mim porque

 aceita que me ama

e sabe que eu o amo.

Ele vem ao início da madrugada, deita, pede carinho, estica-se, toma posse.

Agora, nós,… nós somos estúpidos.

E irracionais.

Fugimos daquilo que nos torna vulneráveis,

quando a fragilidade

é a última característica da pouca humanidade que ainda nos cabe.

Fugimos do que nos é confuso, obnubilado, misterioso

buscamos o prazer (mas somente o garantido e imediato)

e nos recusamos a nos comunicar. Por palavras ou o que seja.

Testamos. Tudo agora deve ser testado. Porque queremos comprovações. E resultados; e recompensas. Públicas, preferencialmente.

Não atribuímos significado algum às palavras que usamos. Ofendemos o sentido mesmo das poucas que atravessam nossos lábios comprimidos pelas dúvidas

e hesitação.

Não é mais possível, é tarde já.

Porque se quase tudo se resgata, mesmo o amor,

O tempo, não.

E agora perdemos a deixa,

víamos a cada dia o caminho que se estreitava mais mais

para hoje, finalmente, ter deixado de existir.

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