Sete Dias com Marilyn (2011)

  Certo sábado ensolarado, tive um choque literário que me arrancou de minha zona de conforto: descobri, através de uma rápida leitura de poemas e considerações íntimas, que Marilyn Monroe era uma alma sensível e de intelecto e percepção crítica invejáveis. Desde então, esperei ansiosa pelo lançamento deste filme, baseado em um livro de memórias de um auxiliar de Sir Lawrence Olivier, diretor e ator principal do filme A Princesa Encantada, filmado em1956 na Inglaterra, única produção de Marilyn fora dos EUA.

Sete dias com Marilyn oferece uma visão da superestrela como uma moça de 30 anos, já acometida por uma forte crise de identidade e desnorteada em relação a vários aspectos de sua vida, necessitando da tutela de seu então marido, Arthur Miller e sua fiel escudeira Paula, cuja adulação é o único motor que a impulsiona a, de fato, atuar  e não apenas ” apresentar-se no horário e mostrar-se sexy”, como recomenda Sir Lawrence, zeloso de seu filme e com algo de inveja pela juventude, vitalidade e naturalidade da atriz.

A meu ver, Michelle Williams (mais um talento que se sobressaiu da ótima série dramática  Dawson´s Creek) foi uma excelente escolha, captando toda a aura de fragilidade, carência e constante desintegração física e emocional de Marilyn Monroe, sua mente perspicaz frequentemente obnubilada pela beleza arrasadora de uma jovem estrela que só queria ser amada como uma mulher comum.

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